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EMPRESAS FAMILIARES

PRIMEIROS PASSOS PARA IMPLANTAR A GOVERNANÇA

Por RODRIGO PALAVRO - CEO METRICS

Nosso ponto de partida é a afirmação segura que a governança exerce um papel fundamental em todas as organizações.

Em empresas familiares encontramos peculiaridades que se não forem bem compreendidas, poderão frustrar a implantação do sistema de governança pretendido. O ponto delicado é considerarmos que diante de uma frustração e desgaste, podem surgir eventuais barreiras para processos futuros. Um processo frustrado, portanto, pode comprometer o esforço genuíno e legítimo de aprimorar as práticas da empresa atrasando sua adequação a níveis competitivos mais elevados.

Para facilitar nossa breve jornada neste artigo, vamos dividir o processo de implantação em cinco etapas: Diagnóstico, Mapeamento de Demandas, Avaliação da Estrutura, Ponto de Inflexão e Seleção do Modelo de Conselho.

No Diagnóstico precisamos conhecer profundamente a empresa, sua história e as pessoas. Diferenciar quem tem propriedade e atua na empresa, quem apenas tem propriedade e quem não tem propriedade e atua na alta gestão. O que parece simples, pode se tornar muito complexo. Os papéis nem sempre estão bem definidos, principalmente quando falamos de empresas familiares. Saber em qual geração a empresa está também é muito importante, pois veremos se a família já foi bem sucedida em alguma transição de comando ou se irá viver a experiência pela primeira vez. Descobrir se existem conflitos explícitos ou velados entre familiares e sócios. Confirmar se já existe um sucessor definido ou ainda estão em processo de escolha. Além disso, saber se o sucessor ou sucessores estão preparados e interessados realmente nessa responsabilidade. Conhecer os acordos formais existentes, como por exemplo o protocolo familiar, acordo de sócios e contrato social. E por fim, comprovar se a empresa tem o propósito de sua existência claro, assim como a visão, missão e seus valores.

No Mapeamento de Demandas precisamos saber exatamente o que a empresa espera resolver ou fortalecer com a implantação da governança. Existem diversos caminhos que podem ser escolhidos e até combinados. Os principais são: sucessão, crescimento, gestão de conflitos, aprimorar as práticas de gestão para valorizar o negócio, preservação de patrimônio, perenidade entre outros. O mapa será muito útil, principalmente quando no decorrer do processo ocorrerem desvios de rota consumindo tempo e recursos de todos os envolvidos. A presença de conselheiros deve trazer serenidade e assertividade nesta etapa.

Na Avaliação de Estrutura é fundamental entender as rotinas já implantadas de governança, de forma que sejam validadas ou revisadas para o melhor funcionamento. Verificar atas de reuniões realizadas é um ponto muito relevante, pois irá revelar dentre outras coisas a qualidade dos debates e tendências para tomada de decisão. As atas contam uma história que poderá auxiliar os conselheiros na condução dos trabalhos futuros.

No Ponto de Inflexão será possível definir se a decisão é tempestiva, ou seja, se está na hora de estruturar ou reestruturar a governança. Pontos que podem ser explorados nesta etapa são: aumento da complexidade no negócio ou na estrutura familiar, entrada de novos sócios com poder de interferir nas decisões, fusões, desgaste nas relações societárias ou familiares e principalmente, qual é a visão do fundador se este ainda estiver na estrutura. O fundador está totalmente de acordo com o processo? Irá se retirar ou apenas reduzir sua participação na gestão? Quer integrar o conselho?

Na Seleção do Modelo de Conselho podemos ter várias composições. Devemos iniciar avaliando o porte da empresa e características. Uma empresa listada em bolsa por exemplo, já estará operando com o Conselho de Administração atendendo a Lei de Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404/1976) e suas alterações. Se não estiver listada, a empresa também poderá optar por um Conselho de Administração visando se preparar para um IPO por exemplo. Em situações onde o foco é apenas a sucessão, pode ser estruturado um Conselho de Família para organizar as relações familiares, patrimônio e o processo sucessório. O Conselho Consultivo por sua vez, é estratégico e poderá atender bem em todas os cenários, independente da situação. Afinal, o foco do Conselho Consultivo é o aconselhamento estratégico, trazendo uma visão externa que irá contribuir para decisões assertivas.

Devemos compreender que a decisão para implantar a Governança em empresas familiares não é tão óbvia como em outros tipos de organização. O sentimento envolvido na fundação, a conquista dos primeiros clientes, a mudança de status social através do sucesso da empresa, títulos conquistados no mercado e a geração do patrimônio podem afetar o processo. Além disso, mindsets podem atrapalhar o processo trazendo um desafio extra ao conselho. Citações como: Eu sempre fiz assim! podem fazer parte das reuniões.

Normalmente veremos o processo de implantação da Governança sendo iniciado em períodos de crise, onde as relações já não são confortáveis. Familiares com problemas de saúde, divórcios ou conflitos por ideologia divergente são alguns dos fatores que podem aumentar a tensão. Com isso, a responsabilidade de implantar um conselho eficiente exigirá que os membros sejam cuidadosamente escolhidos. Além de competências técnicas, devem ser diferenciados também nas famosas soft skills. Conselheiros com elevada inteligência emocional podem ser decisivos neste tipo processo.

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                           PHILIP KOTLER

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